sexta-feira, 4 de maio de 2012

E a vida pulsa.

domingo, 15 de abril de 2012

E aí, um dia, tudo mudou e a vida virou de ponta cabeça.
Não, ela não andava boa, mas pelo menos era conhecida, eu já sabia de cor e salteado até os cantos obscuros daquela rotina morna e sem altos e baixos.
Mas quando tudo muda, a gente se sente assim, meio sem chão, sabe? É difícil até perceber onde dá pra pisar e onde é furada, entende? E é mais difícil ainda confiar nas pessoas, tarefa essa sempre muito árdua, que não dá trégua nem nesses momentos de quase solidão absoluta.
Essa história de "bola pra frente", "cabeça erguida", "vamos em frente que atrás vem gente" a gente só suporta porque repetem tanto tais expressões, desde sempre, que já deve ser algo internalizado e vamos seguindo com a maré. Mas a vontade é de fugir, fazer um retiro espiritual até descobrir lá no fundo da alma a pedra fundamental, que andava escondida embaixo de quilos e quilos de serragem das arestas aparadas ao longo dos anos.
A vida virou de ponta cabeça. Talvez seja melhor virar do avesso também!
Um brinde ao passado, ao presente, ao futuro. Um brinde ao aprendizado, à dor, às lágrimas, à alegria. Um brinde ao velho, um brinde ao novo! Venha o que vier!

quarta-feira, 21 de março de 2012

"Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar que tudo era pra sempre, sem saber que o pra sempre, sempre acaba?"

sábado, 10 de março de 2012

As risadas viraram silêncio
As cores fugiram do mundo
E então nada mais calou fundo.

(porque hoje virou sábado cinzento e chuvoso)

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Pobre blog abandonado às moscas! Tenho sentido muitas saudades de escrever aqui e pretendo resolver isso em breve!

sábado, 30 de julho de 2011

"Mas seu descompasso com o mundo chegava a ser cômico de tão grande: não conseguira acertar o passo com as coisas ao seu redor. Já tentara se pôr a par do mundo e tornara-se apenas engraçado: uma das pernas sempre curtas demais. (O paradoxo é que deveria aceitar de bom grado essa condição de manca, porque também isto fazia parte de sua condição). (Só quando queria andar certo com o mundo é que se estraçalhava e se espantava). E de repente sorriu para si própria com um sorriso amargo, mas que não era mau porque também ele era de sua condição. (Lóri se cansava muito porque ela não parava de ser)." (Clarice Lispector - Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres.)

Estou muito cansada.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

A última gota de vinho se foi, em meio a lembranças de épocas e lugares incongruentes, mas, ainda assim, lembranças que fazem parte de mim... É reconfortante saber que tenho muitas histórias para contar e muitas fotos para ver... Seja Europa, seja América do Sul, cada pessoa que passou por mim foi importante para que me tornasse quem sou hoje! Não tenho palavras para contar da saudade que sinto... A saudade é do que passou e não do que poderia ter sido, isso é confortante também!